A violência por trás da Geração Polegarzinha

Não sei ao certo se essa nomenclatura é oficial como Boomer, Baby Boomer, Y, Millenials. Mas sei que esse nome “Geração Polegarzinho” não foge à descrição do jovem de hoje, que não se desliga do mundo virtual e, em poucos segundos, com a destreza e habilidade de seus polegares, conseguem manipular as mídias digitais e a vida do outro, até mesmo com traços de agressão e violência.

Michel Serres nos trouxe direto da Academia Francesa, uma obra em 2011 com esse título “Polegarzinha”, não como menção ao conto famoso de Andersen, mas contextualizando o jovem no cenário contemporâneo. E, por meio desses polegares, é que o bullying tem sido disseminado entre alunos nas redes sociais, trazendo consequências psicológicas, educacionais, sociais, tentativas de suicídio e, até mesmo a morte.  É o que chamamos de Cyberbullying, um crime contra a honra praticado em meio virtual e que entre 2012 e 2014 aumentou 500%, segundo a Câmara do Deputados, em audiência pública realizada sobre o tema. Quando é cometido por menores de 18 anos, o cyberbullying é caracterizado como ato infracional, punível com medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA.

Pensando nos perigos dessa prática, sem limites sobre o que compartilhar e com quem compartilhar, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) lançou o projeto Liga Acadêmica de Prevenção e Intervenção a Violência (Lapiv), com a publicação de uma revista em quadrinhos “Segredos do Meta – a verdade por trás das redes” e os 10 mandamentos contra o Cyberbullying.

A ideia é conscientizar o jovem sobre os limites entre brincadeira e agressão, segurança na internet, como se proteger na rede e, principalmente, incentivar aqueles que apenas observam e curtem as publicações, a denunciar, a não dar “likes”, a não prosseguir com comentários. Isso porque já se pode relacionar o número de suicídios e tentativas de suicídio que estavam associadas a fenômenos de agressão e violência nas redes sociais, além de perda de rendimento escolar, afastamento social, entre outras consequências.

 

Fonte: Agência Brasil

Foto: Freepik

 

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