Cai o interesse por cursos de licenciatura

A matéria veiculada na Agência Brasil, no dia 08 de novembro de 2017, diz que ser professor nos últimos anos não tem sido a preferência dos brasileiros no mercado de trabalho. A matéria foi baseada na pesquisa realizada pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior – SEMESP, que foi apresentada nesta semana na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados uma queda no número de alunos que ingressaram em cursos presenciais de licenciatura: 10% entre 2010 e 2016.

Esse percentual se mostra preocupante para o país, já que cada vez mais queremos uma boa educação, mas os professores estão sumindo do mercado.

Ao definir o local onde nossos filhos irão estudar, opta-se, entre diversos fatores, por aquele que tem melhor reputação, construída, dentre outros fatores, pela qualidade dos professores que ali lecionam. Afinal, eles merecem ter a melhor educação e formação, não é mesmo? Depois de adulto, essa criança, esse jovem que até então estava na escola, inicia sua vida profissional e percebe que o mercado exige que ele seja completo, pronto não apenas tecnicamente, mas apto a se relacionar da melhor forma no ambiente em que atua. Exige-se que seja ético, ágil, com competências socioemocionais desenvolvidas, uma pessoa capaz de atender às necessidades da empresa, dos clientes, do governo, da sociedade. Mais que um profissional, um ser humano que tenha em si preceitos morais que o conduzam a uma vida em comunidade mais coerente e que consiga se atualizar na mesma velocidade em que o mundo moderno tem se desenvolvido.

Mas, como ele pode ter tudo isso se a profissão que está à frente da educação, que atua diretamente na formação dessas crianças e jovens, a licenciatura, encontra-se cada vez mais distante da perspectiva profissional da nova geração? Ser professor não é o futuro profissional que a maioria dos pais deseja a seus filhos…

Não se trata, aqui, de falta de vagas no setor, mas uma queda na procura pelos cursos de licenciatura, seja pela desvalorização financeira, seja pelos grandes desafios e adversidades que o professor tem enfrentado junto aos jovens, seja pela desvalorização social da profissão.

É por essas e outras que se percebe a importância da educação continuada, da capacitação constante, da busca diária pelo conhecimento e novas formas de aprendizado. Trabalhar as próprias habilidades, adquirir outras e, principalmente, se abrir para o novo. É necessário soltar a linha em relação à forma de aprendizado tradicional na academia.

O fato é que esse cenário é passível de mudança. Bastam vontade e ação para começar agora. O primeiro passo? O que ressaltamos: busca constante pelo aprendizado, seguido de valorização dos nossos professores para que eles possam ser exemplo e inspiração para os jovens desta geração. Quem sabe assim, é provável que tenhamos mais pessoas se preparando para atuar nesse universo da educação, que envolve múltiplas realidades e que demanda um grande esforço?

É necessário ter a consciência de que todo o trabalho envolvido faz parte de um desenvolvimento, com melhoria contínua, cujo retorno é lento e gradual. E como já dizia Rubem Alves, as sementes que serão plantadas serão as de Jequitibá.

Fonte: Agência Brasil
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