Câmara dos Deputados põe em pauta a violência escolar

Na última semana, a Câmara dos Deputados, por meio da sua Comissão de Educação, abriu espaço para que especialistas das áreas de educação, psicologia e a própria sociedade pudessem conversar a respeito dos rumos que as escolas tem tomado nos últimos anos, com o aumento da violência e agressão contra professores, cobranças por alto desempenho dos alunos e ausência de diálogos que permeiam não só a comunidade escolar, mas também as famílias dos estudantes. A ideia da audiência pública realizada foi trazer a tona essa discussão, além de disseminar práticas que já estão em andamento e propor algumas estratégias para iniciar um movimento de transformação nas escolas.

Para fortalecer o debate, algumas pesquisas serviram de base, como o Prova Brasil realizado em 2015 pelo @todospelaeducacao (TPE) e o “Violência e Preconceitos na Escola”, realizado entre 2013 e 2015 pelo @conselhofederaldepsicologia (CFP).

A falta de segurança que os alunos sentem foi um dos aspectos abordados na pesquisa do TPE e elencado na audiência, reforçando, mais uma vez, que é necessário que haja uma integração entre as famílias e a comunidade junto a escola, afinal, A VIOLÊNCIA É UMA QUESTÃO QUE ESTÁ ALÉM DOS MUROS. Para essa temática, é interessante pontuar uma medida bem sucedida implantada na escola de Taboão da Serra, em São Paulo, que foi compartilhada pelo representante do Instituto de Desenvolvimento Sistêmico para a Vida, Fabiano Pereira Corrêa Samy. Sua essência era fazer com que os professores transcendessem as salas de aula para a casa dos estudantes. É lá que, com uma boa conversa junto à família, o cerne de muitos conflitos pode ser identificado e, até mesmo resolvido. Desde 2005, o Programa de Interação Família Escola da Secretaria de Educação do município incentiva os professores da rede pública a visitar os estudantes. O resultado?  Um crescimento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos últimos anos, além de um desempenho do aluno em média 20% melhor do que aqueles cujos pais não estão inscritos no programa.

Outro ponto levantado foi pela psicóloga Ângela Soligo, representante do Conselho Federal de Psicologia (CFP), acerca do incentivo ao uso indiscriminado de remédios para aumento da performance escolar. Ela alertou que o uso de Ritalina (psicoativo de tarja preta) aqui no Brasil, só é menor do que nos Estados Unidos e o crescimento é exponencial: em dez anos nós tivemos um crescimento do consumo de mais de 700%. E muito desse consumo é aplicado no ambiente escolar.

Para esse aspecto, nossa especialista em terapia holística, Monique Olive, acredita que trabalhos nas escolas que envolvam o contato com a terra, com plantio, com animais e, até mesmo, iniciar as aulas com práticas de meditação, controle de respiração e ouvir uma música clássica, pode acalmar os ânimos dos pequenos e dos jovens, que ao longo das práticas, reduz a ansiedade e, aí sim, a Ritalina passa a ser uma medida alternativa.

Nos últimos anos, a pauta da audiência realizada na Câmara dos Deputados tem sido recorrente nos veículos de comunicação, entre os professores, entre os colegas de profissão e, o que percebemos é que muitas pesquisas e estudos são realizados por instituições de grande valor e relevância, mas poucos (em um país imenso como nosso país!) tem colocado em prática as soluções e estratégias para mitigar essas e as outras questões que permeiam os conflitos escolares. Aqui na Menthor, o que nos move é a pesquisa aliada à prática!

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Fontes: Agência Câmara Notícias e Conselho Federal de Psicologia

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

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