Mas agora, Hawking é só luz!

Poderíamos encerrar esta semana dizendo que estamos em luto.

Luto pela perda de referência em cenário internacional, perda daquele que contribuiu consideravelmente para a história da humanidade.

Luto por aquele que deixou um legado além de intelectual. Sim, poderíamos.

Mas preferimos focar na luz. Preferimos dizer que esta semana, apesar de sentirmos a dor da perda de Stephen Hawking, sentimos gratidão por tudo que deixou, em especial o espírito de empoderamento na vida de milhares de pessoas, nos quatro cantos do mundo.

Hawking, cientista britânico nascido em Oxford, nos deixou aos 76 anos. Aos 21 foi diagnosticado como portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença rara, degenerativa que paralisa os músculos do corpo sem atingir as funções cerebrais.

Apesar das limitações que a doença lhe impunha, ele se tornou uma autoridade mundial.

O poder que o cientista nos inspira remete não apenas ao legado intelectual, mas também à sua vida pessoal. Ora, mesmo com todas as dificuldades, casou-se duas vezes, foi pai de três filhos, viajou pelo mundo, voou de balão, enfim, como ele mesmo relatou em sua obra, se sentiu livre da doença.

Ele se aceitou, acreditou em seu potencial. Amou e foi vítima de maus tratos e apesar de extremamente debilitado, se  separou da segunda esposa. Nunca se viu vítima e fez autoridade pelo conhecimento.

Não teve medo de propor novos olhares e não teve medo de mudar de opinião: há quatro anos publicou um artigo com mudança radical de posicionamento sobre sua tese dos buracos negros, elemento central de seu trabalho como físico.

E é essa a grande luz que trazemos para nosso contexto educacional.

O despertar do professor para o sentimento de autoridade em uma sala de aula vem da crença interior. Gostar da profissão que escolheu, estar preparado para exercer com maestria a tarefa, sentir-se confortável no papel que exerce, sentir-se seguro ao conduzir os alunos e a própria aula.

Se entregar, se preparar e se divertir com o desafio de explicar o mundo e a vida para os alunos. Vivenciar os conflitos com a paz interior de quem sabe que eles fazem parte do processo de amadurecer e conviver.

A autoridade do professor é um sentimento pessoal que se expande em cada aula bem dada, em cada etapa vencida. Não advém do título ou da força, vem da partilha daquilo que depois de compreendido precisa ser dividido para que seja multiplicado, transbordado, como a luz.

Hawking dedicou sua vida a pesquisar os buracos negros.

Mas agora, Hawking é só luz!

 

Foto: pixabay

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