Você vive a sua arte?

Por Annemarie Richter

Certo dia me fizeram essa pergunta, se eu vivo a minha arte. Fiquei pensando nesse assunto, tentando entender que obra era essa. Mario Sergio Cortela já me questionou sobre isso em seu livro “Qual é a tua obra”. Murilo Gun também me tirou do eixo quando me perguntou o que me deixa no flow, ligada em 220 volts. Muitas perguntas e algumas respostas, claro que não no mesmo momento!

E, para responder isso, percebi que o trabalho diário de autoconhecimento é fundamental. Experimento um pouco de tudo que me faz bem e vou me ajustando nesse tal flow! É meditação, é respiração, é produção de scrapbook, é estar com minha família, é experimentar receita nova na cozinha, é estar no meio do conflito e ser uma ponte para a paz, é mostrar o mundo de um para o outro, é preparar aulas, é dar aulas… Ah… dar aulas… me preparar para transmitir uma mensagem de forma clara, sem ruídos e de qualidade para meus alunos. Isso me deixa muito nesse flow! E, para tudo isso, estimulo  minha criatividade.  Cada dia que passa, consigo ver situações simples, que se repetem, por um novo ângulo. Situações novas também, e isso inclui essa evolução tecnológica que me acompanha diariamente.

E estar nesse movimento me demanda saber mais e mais e mais. Demanda aprender todos os dias, ter repertório, abrir minha mente para novos experimentos, dentro dos meus limites, mas que me mostram um mundo novo e que sou capaz, depois, de traduzir isso para o contexto dos meus alunos.

É! Isso é uma das formas de viver minha arte. Me preparar para preparar os jovens com quem lido e acredito. Uso a minha criatividade diariamente para estimular a deles, dia a dia.

E você, como vive sua arte?

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